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18 maio 2012

Por que não adoro Maria


Vou dizer por que não adoro Maria, a mãe de Jesus; porque ela não é deusa! E…ponto final! Mas vou dizer por que a amo, respeito, louvo e venero. É porque não é todo dia que uma mulher dá à luz um filho como Jesus… Jesus é incomum e sua mãe também é. E vou dizer por que, além de falar com Jesus, eu também falo com Maria; é que eu creio que Maria não está dormindo o sono da espera pelo último dia da humanidade; ela está no céu, santificada e elevada pelo seu Filho. Falo a cristãos porque ateus não admitem nem Deus nem estes dogmas. Budistas, judeus e muçulmanos também não. Eles têm outros dogmas de fé. Como creio que o sangue de Jesus tem poder e que Jesus Cristo salva o céu está repleto de santos alguns dos quais nós, católicos, retratamos e lembramos em imagens para não esquecer deles. Como não há humanos perfeitos tiveram seus limites, mas assim mesmo eram ........
crentes e pregadores melhores do que nós.
Se Jesus salva a quem o segue, então é claro que a mãe dele está no céu porque Maria foi quem melhor o seguiu. Raciocinem comigo. Se Jesus ainda não levou nem a mãe dele para o céu, então Mateus exagerou; todo o poder não foi dado a ele… Se até agora ninguém entrou no céu, então a estação de baldeação onde ficam as almas à espera do último dia do planeta deve estar superlotado.
Intercessão
É por crer que o céu está repleto de humanos que Jesus salvou que peço intercessão dos salvos no céu e aceito também a dos que se proclamam salvos já nesta vida porque aceitaram Jesus. Se eles estão salvos a mãe de Jesus esta super-hiper-salva…É a razão pela qual peço a Maria que, lá no céu, ore por mim e comigo. Se padre e pastor podem interceder a Jesus por mim então a mãe de Jesus pode mais. Ela é mais de Jesus que todos nós juntos. Se aceito os intercessores da terra, que diante das câmeras, de manhã e de noite, em emocionados programas de rádio e televisão, dizem de boca cheia que vão orar e oram pelos seus fiéis, então eu posso acreditar nos santos do céu que Jesus já salvou. Entre os salvos escolhi Maria a mãe de Jesus para orar comigo e por mim e pelos que me pedem orações. Eu creio que ela está viva no céu. De Jesus ela foi quem mais entendeu neste mundo, e imagino que continue a ser no céu a que mais sintoniza com Ele.
Como creio que Jesus não era um simples homem e que ele de fato era o Filho eterno que se encarnou não tenho como explicar isso a um judeu, um muçulmano ou um ateu. Mas para cristãos parece-me lógico explicar por que razão não adoro Maria e por que razão eu escolhi a intercessão desta humana acima de qualquer outro cristão.
Não acho que Deus espera pelo toque da última trombeta para levar seus filhos para perto dele. Não esperaremos 10 ou 100 mil anos para entrar no céu. Jesus já disse que iria preparar-nos um lugar e que viria e levaria com ele os que ele resgatou. E penso que Maria foi o primeiro grande fruto da santidade de Jesus: santificou primeiro a mãe dele.
Se eu disser que Jesus foi um simples profeta e que ele não é o Cristo, nem tem poder algum, e que tudo foi empulhação dos primeiros cristãos, então terei que descartar Maria e situá-la no mesmo nível de qualquer mulher mãe. Mas, se eu aceitar que ele é do céu e que houve um tremendo momento da humanidade no qual Deus se manifestou assumindo a natureza humana, então, seja eu católico ortodoxo, ou evangélico, ou pentecostal, terei que louvar e enaltecer a mãe dele. Nunca houve mulher mais privilegiada do que ela. Pagou, com o filho o alto preço da redenção, porque mesmo sendo humana esteve lá de Belém até à cruz assumindo tudo com ele, da mesma forma que hoje nós nos associamos às dores dos outros em nome dele.
Vou dizer outra vez por que não adoro Maria. Eu só adoro a Deus e Maria não foi, não é, nem nunca será deusa. Mas vou dizer outra vez porque a coloco acima de todos os papas, bispos, padres e pastores do mundo. É que nenhum de nós conhece Jesus como Maria conheceu e conhece. A mãe dele foi o primeiro fruto de sua ação no mundo.
Se você me vir falando com Maria, não com a imagem dela, é claro, porque sei a diferença, pode apostar que é porque acredito no poder de Jesus Cristo e na sua promessa e porque também acredito em intercessão. Tenho um trato com o céu. Eu falo direto com o Pai, usando o nome do Filho que aqui se chamou Jesus, ou falo com Jesus que está no seio da Trindade, ou falo com os santos que ele salvou. E entre eles prefiro Maria a quem todos os dias peço que ore comigo e por mim agora e na hora de nossa morte.
Se você é cristão então não terá dificuldade de entender esse assunto de orar uns pelos outros. Se não for e achar essa doutrina estapafúrdia, continue achando. Ateus e outras religiões também têm seus credos estranhos ou estapafúrdios. Em nome do nazismo e do comunismo ou da ditadura do proletariado ou de uma raça, não defenderam no século passado Marx, Lenin, Stalin, Che Guevara e Fidel e, os da direita, Hitler, apesar das mortes que causaram? Cada qual aceita seus dogmas e faz suas faz a suas escolhas. Não mataram em nome de Jesus e de Maomé? Eu proclamo que os que deram a vida e não mataram estão no céu… Meus dogmas aceitos são muito mais suaves.
Escolhi crer que Deus existe e esteve entre nós e ainda se manifesta. Respeito quem não crê em Deus ou crê, mas não crê como eu. Espero o mesmo respeito. Não sou tão tolo quanto pareço, nem os que duvidam são tão espertos e humanitários quanto parecem. Vivemos de apalpar o tempo e a eternidade, sem saber o que fazer com ambos. Então, cada um defina sua vida a partir o que acha que entendeu. E ponto final!

Por:Padre Zezinho,SCJ
http://www.padrezezinhoscj.com/

01 abril 2012

Dogma Mariano - A Perpétua Virgindade de Maria Santíssima


Uma objeção comum dos protestantes é de que o Novo Testamento pouco fala de Nossa Senhora. Logo, eles concluem que Maria Santíssima não tem tanta importância, pois se tivesse, as Epístolas dos Apóstolos com certeza ensinariam a respeito.

O fato do Novo Testamento, aparentemente, pouco falar de Nossa Senhora não significa muita coisa. Os Evangelhos apenas tratam da "Vida Pública" de Nosso Senhor, durante apenas 3 anos de sua vida. As Epístolas tratam da expansão da Igreja de Cristo.

Pelo raciocínio protestante, a chamada "vida oculta" de Nosso Senhor (até os 30 anos de idade) significaria que durante 30 anos de sua vida, Nosso Senhor não tinha muita importância...

Ora, Jesus Cristo passou 30 anos com Nossa Senhora e só 3 anos com o resto da humanidade. Será que isso já não é sinal de que há muitas coisas que não conhecemos da vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora? "Há ainda muitas coisas feitas por Jesus, as quais, se se escrevessem uma por uma, creio que este mundo não poderia conter os livros que se deveriam escrever" (Jo 21,25).

Pois bem, já por aí se percebe a precipitação do raciocínio de alguns protestantes.

Agora podemos analisar se, de fato, os Evangelhos falam pouco de Nossa Senhora.

Os católicos conhecem a obra prima de Deus, que é Nossa Senhora, a criatura mais perfeita que foi criada, onde Deus escolheu como tabernáculo para si: "Cristo, porém, apareceu como um pontífice dos bens futuros. Entrou no tabernáculo mais excelente e perfeito, não construído por mãos humanas, nem mesmo deste mundo" (Hebr 9, 12).


Esse tarbenáculo mais excelente e perfeito foi saudado pelo Arcanjo S. Gabriel: "Ave, cheia de graça. O Senhor é convosco". Quanta grandeza apenas nessas palavras. Nossa Senhora tinha a graça de Deus e Deus era com Ela ainda antes da concepção...


Naquele momento se cumpria todas as profecias da vinda do Messias. Era o momento da encarnação do Verbo de Deus, onde tudo dependia de um consentimento de uma "virgem", o seu "sim" nos trouxe o Messias esperado.

A maneira da saudação angélica transparece a grandeza de Nossa Senhora, pois o Anjo a saúda com a "Ave, Cheia de Graça". Ele troca o nome "Maria" pela qualidade "Cheia de Graça", como Deus desejou chamá-la.

Ela era a criatura que havia "achado graça diante de Deus" e, por isso, foi escolhida como a Mãe Dele.
E continua o Arcanjo: "Bendita sois vós entre as mulheres."

Poucas palavras - e palavras tão simples - para mostrar o fato central do cristianismo: a encarnação do Verbo de Deus. Um fato esperado pelos séculos, cujo os profetas não viram... apesar de tanto terem desejado. Todas as profecias do Antigo Testamento inclinam-se diante dessas poucas palavras. Todo o Novo Evangelho é conseqüência dessa encarnação, e todo o Antigo Testamento era o prenúncio do que ocorria naquele momento, naquele pequeno cômodo da casa de Nazaré, onde uma Virgem recebia a visita de um enviado de Deus.

Que maravilha da graça se operava naquele momento, quando a Virgem Maria cooperava, pelo livre consentimento de sua fé, de sua virgindade, de sua humildade, para o mistério inicial do Cristianismo, coberta pela sombra do altíssimo, revestida do Espírito Santo, e concebendo, em seu seio virginal, o próprio Filho de Deus!

Logo em seguida, que culto já não lhe prestou a própria Santa Izabel quando a aclamou: "Mãe de meu Senhor": "Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1, 43). E, no ventre de Santa Izabel, exultava S. João Batista ao ouvir a voz de Nossa Senhora.

Santa Izabel, repleta do Espírito Santo, exclama em alta voz, repetindo e completando as palavras do Anjo: "Bendita sois vós entre todas as mulheres; bendito é o fruto do vosso ventre!".

E a própria Nossa Senhora completa, inspirada pelo Espírito de Deus: "De hoje em diante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque Aquele que é todo poderoso fez em mim grandes coisas!" (Lc 1, 48).

Já na manjedoura os Reis Magos foram adorar o Menino-Deus "nos braços de Maria, sua mãe" (Mt 2, 11), como fazem todos os católicos do mundo inteiro.

E o velho Simeão, profetizando, associa a Virgem Mãe de Deus a todas as contradições a que estaria sujeito o seu Filho, e de modo particular ao gládio de dor que deverá uní-lo no grande suplício (Lc 2, 34).

E como poderia ser menor a grandeza Daquela que tinha autoridade sobre o próprio Deus, que a obedecia na intimidade do lar: "... mostrando-se submisso a ela em tudo" (Lc 2, 51).

Nas Bodas de Caná transparece de modo fulgurante o poder da Santíssima Virgem, que é capaz de "alterar" a hora de Deus, que a adianta pelo pedido de sua Mãe, fazendo o seu primeiro milagre e confirmando a fé em seus apóstolos, mudando a água em vinho (Jo 2, 1- 11).

É por isso que nos diz o Evangelho, narrando a grandeza de Maria Santíssima: "Bem-aventurada as entranhas que te trouxeram e o seio que te amamentou" (Lc 11, 27).

Eis o culto de Nossa Senhora fundado no Evangelho, dele dimanando como de sua "fonte divina", e dali se irradiando séculos afora. Eis o culto de Maria Santíssima, não escondido nas trevas, nem envolto no silêncio, mas divinamente proclamado à face do universo.

Os séculos ouvirão e compreenderão estes exemplos e lições evangélicas. E é para lhes corresponder que os cristãos de todos os tempos irão prostrar-se aos pés de Maria, implorando-lhe auxílio e proteção.

Os Evangelhos, afinal, falam pouco de Nossa Senhora? Só se déssemos primazia à quantidade em detrimento das palavras... Maior foi o milagre da encarnação do que todas as ressurreições operadas por Nosso Senhor Jesus Cristo. Se não houvesse a encarnação, não haveria a Redenção.

É certo que Nossa Senhora, durante toda a sua vida, procurou ficar no anonimato, escondida dos homens e amada por Deus.

Era tanto o esplendor da Santíssima Virgem que S. Dionísio, o areópagita, declara que teria considerado Maria como uma divindade, se a fé não lhe houvera ensinado ser ela a mais perfeita imagem que de si formara a Onipotência.

Santo Irineu dizia: "Os laços, pelos quais Eva se deixou acorrentar, por sua credulidade, Maria rompeu-os pela sua fé". Referindo-se, é claro, à passagem do Gênesis: "Ei de por inimizade entre ti e a mulher, entre sua raça (semente) e a tua; ela te esmagará a cabeça" (Gen 3, 15). O que Eva perdeu por orgulho, Nossa Senhora ganhou por humildade.

São tantos os mistérios da Maternidade de Maria Santíssima...

É certo que os Evangelistas evitaram falar muito de Nossa Senhora, ou por pedido Dela, ou para evitar um culto equivocado à Mãe de Deus junto a um povo que era politeísta. Mas o pouco que falam, falam muito! Ela é verdadeiramente Mãe de um Deus que é Homem e de um Homem que é Deus. Ela é verdadeiramente nossa mãe quando, aos pés da cruz, Nosso Senhor a confiou a S. João. Ela é a onipotência suplicante que é capaz de mudar a "hora" de Deus. Ela é verdadeiramente Imaculada, isenta do Pecado Original, sendo o "tabernáculo" puríssimo que Deus escolheu para si.

Os evangelistas em suas liturgias, entretanto, muito falaram de Nossa Senhora, como veremos nos tópicos seguintes, que demonstram, inequivocamente, a grandeza do nome da Virgem de Nazaré, a Mãe de Deus, a Imaculada Conceição, a Onipotência suplicante, a Medianeira universal de todas as Graças, assunta ao Céu de corpo e alma, Rainha dos homens e dos anjos.

Os pretensos "irmãos de Jesus"

Em diversos lugares, o Evangelho fala desses 'irmãos'. Assim, S. Marcos e S. Lucas referem que 'estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos que querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3, 31-32; Lc 8, 19-20).  S. João, por sua vez, fala de tais 'irmãos' (Jo 7, 1-10).

A bela objeção protestante apenas mostra uma ignorância da própria Bíblia que dizem conhecer...

As línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso 'primo' ou 'prima', e serve-se da palavra 'irmão' ou 'irmã'.

A palavra hebraica 'ha', e a aramaica 'aha', são empregadas para designar 'irmãos' ou 'irmãs' dos mesmo pai, não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42, 15; 43, 5; 12, 8-14; 39, 15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23, 21), e primos segundos (Lv 10, 4) - e até 'parentes' em geral (Job 19, 13-14; 42, 11).

Os trechos acima demonstram, inequivocamente, que a palavra 'irmão' era uma expressão genérica, geral.
Há muitos exemplos na Sagrada Escritura. Lê-se no Gêneses que 'Taré era pai de Abraão e de Harão, e que Harão gerou a Lot (Gn 11, 27), que, por conseguinte, vinha a ser sobrinho de Abraão. Contudo, no mesmo Gênesis, mais adiante, chama a Lot 'irmão de Abraão' (Gn 13, 3). 'Disse Abraão a Lot: nós somos irmãos" (Gn 14, 14)

Jacó se declara irmão de Labão, quando, na verdade, era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29, 12-15).
No Novo Testamento, fica claríssimo que os 'irmãos de Jesus' não eram filhos de Nossa Senhora.

Os supostos 'irmãos de Jesus' são indicados por S. Marcos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?"

Tiago e Judas, conforme afirma S. Lucas, eram filhos de Alfeu e Cleófas: 'Chamou Tiago, filho de Alfeu... e Judas, irmão de Tiago" (Lc 6, 15-16). E ainda: "Chamou Judas, irmão de Tiago" ( Lc 6, 16)
Quanto a 'José', S. Mateus diz que é irmão de Tiago: "Entre os quais estava... Maria, mãe de Tiago e de José" (Mt 27, 56).

Em S. Mateus se lê: "Estavam ali (no calvário), a observar de longe...., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu". Essa Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de S. José, mas de Cleofas, conforme S. João (19, 25). Era também a irmã de Nossa Senhora, como se lê em S. João (19, 25): "Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cleofas, e Maria de Mágadala".

Simão, irmão dos três outros, 'Tiago, José e Judas' são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu (ou Cleophas) é o pai deles.

Da mesma forma, se Nossa Senhora tivesse outros filhos, ela não teria ficado aos cuidados de S. João Evangelista, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés.

Eis um dilema sem saída para os protestantes, pois os 'irmãos de Jesus' são filhos de Maria Cléofas e Alfeu.
Também decorre uma pergunta: Por que nunca os evangelhos chamam os 'irmãos de Jesus' de 'filhos de Maria' ou de 'José', como fazem em relação à Nosso Senhor?

E como, durante toda a vida da Sagrada Família, os número de seus membros é sempre três? A fuga para o Egito, a perda e o encontro no templo, etc...

Desta forma, fica provado o equívoco levantado por alguns protestantes.

A perpétua virgindade da Santíssima Virgem

Desde o início do cristianismo Nossa Senhora era cultuada como "Áiepartenon", isto é, a "sempre Virgem".
A virgindade eterna de Maria é facilmente demonstrável, quer seja pela Sagrada Escritura ou pela Tradição, quer seja pela lógica.

O que devemos provar: a) Nossa Senhora era Virgem antes do parto; b) Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o parto e c) Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto.

Três asserções que vou provar aqui com a Bíblia na mão, e um pouco de lógica na cabeça. Aliás, a terceira já está provada pela própria explicação dos irmãos de Jesus. Todavia, vamos aprofundar mais um pouco a análise.

Nossa Senhora era Virgem antes do parto

A primeira asserção é admitida pelos próprios protestantes, pois se encontra positivamente no Evangelho: "O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada... e o nome da Virgem era Maria". (Luc. I, 26).

Mais positivo ainda é o testemunho da própria Virgem objetando ao anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". Nenhuma dúvida subsiste - Maria Santíssima era Virgem.

Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o parto

A segunda asserção, mostrando que a Mãe de Jesus ficou virgem no parto, pode deduzir-se dos mesmos textos. O que é concebido por milagre deve nascer por milagre; o nascimento é a conseqüência da concepção; sem esta conseqüência, o milagre seria incompleto. Em outras palavras, Deus teria operado um milagre incompleto ao desejar manter a virgindade de Nossa Senhora e não tendo levado essa promessa até o final. "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?" "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível" (Luc 1, 35). A Deus nada é impossível, a virgindade de Nossa Senhora seria preservada, mesmo ela "não conhecendo varão".

Continuamos na argumentação. O Evangelho nos mostra que Maria, tendo chegado ao termo ordinário da natureza, "deu à luz o seu filho. E estando ali, aconteceu completarem-se os dias em que devia dar à luz" (Luc. 1, 6).

Ora, "conceber" e "dar à luz" são dois termos de uma ação única. A mãe concebe, para dar à luz - é uma só ação: gerar filhos. O parto e a conceição são inseparavelmente ligados, sendo o primeiro o preço doloroso da segunda (perder a virgindade); sendo Maria Santíssima libertada da segunda parte, por meio do milagre de Deus, deve sê-lo da primeira, pois para Deus não é mais custoso fazer "nascer" virginalmente do que fazer "conceber" virginalmente.

Ademais, se a ação virginal havia começado, pela ação do Espírito Santo, Deus completaria essa ação no momento em que esta chegasse ao seu final. É uma conseqüência lógica e necessária, sob pena de negar o milagre completo de Deus manifestado em sua vontade e na resolução de Nossa Senhora de manter a virgindade.

A própria dúvida de Nossa Senhora em relação à concepção deixa claro a posição dela perante a virgindade: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". O Anjo resolve o problema: "O Santo, que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus, porque a Deus nada é impossível" (Luc. 1, 35).
A conceição da Virgem Santíssima é, pois, obra do Espírito Santo: "O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. E por isso mesmo o santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus." (Luc. 1, 35).

"Conceber" Jesus e "dá-lo à luz" são, textual e literalmente, um só milagre, o milagre da encarnação. Separar estes dois termos, que o Evangelista resumiu de propósito numa única frase, é adulterar de maneira visível o texto e a significação da palavra de Deus.

Sendo Nossa Senhora virgem antes do parto, deve sê-lo também durante o parto, pois o milagre da encarnação é uno e completo. E isto é muito conforme à profecia: "uma virgem conceberá e dará à luz". É o próprio Evangelho que faz a aplicação desta profecia: "Ora, tudo aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor, por meio do profeta" (Mat. 1, 22). Ou seja, conceber e dar à luz, virginalmente!
A Virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto é uma verdade que não se pode negar, senão espezinhando-se todas as regras da lógica e da hermenêutica. Deus quis manter a virgindade de Nossa Senhora antes e durante o parto, não o precisava, mas assim o fez.

Nossa Senhora permaneceu virgem após o parto

Sobre a virgindade de Nossa Senhora após o parto, já provamos anteriormente. Todavia, para dar mais realce à explicação, façamos um pequeno exercício de hermenêutica.

Quando Nossa Senhora afirma, categoricamente, "eu não conheço varão", ela não está dizendo que "até o momento eu não conheço", mas que ela, por opção pessoal, não "conhece varão", o que dá uma extensão geral à sua afirmação.

Segundo a tradição, Nossa Senhora havia feito um voto de castidade perpétua e assim o manteve, mesmo vivendo com S. José, como fica clara pela própria afirmação dela ("Eu não conheço varão"), quando já estava desposada de S. José.

Se não fosse propósito de Nossa Senhora manter a castidade perpétua, sua afirmação não teria propósito, pois o Anjo poderia lhe responder: "se ainda não conhece, conhecê-lo-á logo; não é José teu esposo? ". A sua afirmação só faz sentido, dentro do contexto, tendo Nossa Senhora feito o voto de castidade perpétua.

S. Marcos, na mesma linha, chama Jesus "O filho de Maria" - "uiós Marias" - (Marc. 6, 3), e não um dos filhos de Maria, como querendo mostrar que ele era o seu filho único.

Tudo isso ficará mais claro quando tratarmos da Imaculada Conceição segundo a Tradição, onde os evangelistas descrevem a virgindade perpétua de Maria Santíssima.

Desfazendo objeções protestante: "antes de coabitarem", "filho primogênito" e "não a conhecia até que ela desse à luz"

a) "antes de coabitarem"
S. Mateus: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo" (Mt 1, 18). Ora, "antes de coabitarem" significa apenas "antes de morarem juntos na mesma casa". Isso  aconteceu quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa (Maria)"(Mt 1, 24)

b) "filho primogênito"
S. Lucas: "Maria deu à luz o seu filho primogênito" (Lc 2, 7). Explicação: É errado concluir que devia seguir o segundo filho. A lei de mosaica exige que todo o primogênito seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não: "Consagrar-me-ás todo o primogênito (primeiro gerando) entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu" (Ex 13, 2). Um exemplo elucidativo encontrado no Egito, retirado de uma inscrição judaica: "Arisoné entre as dores do parto morreu ao dar à luz seu filho primogênito". Ou no Êxodo, quando Deus disse: "Todo o primogênito na terra do Egito morrerá" (Ex 11, 5). E assim aconteceu. "Não havia casa em que não houvesse um morto" (Ex 11, 30). Necessariamente, havia, como em todos os países, casais de um só filho; por exemplo, todos os que se tinham casado nos últimos anos...
Depois, em outro trecho, Deus ordena: "contar todos os primogênitos masculinos dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima" (Num 3, 40). Ora, se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo?

Logo, há primogênito sem que haja, necessariamente, um segundo filho.

A primogenitura era um título de dignidade e de honra entre os Judeus. Geralmente, o filho, primeiro, tinha direito a certos privilégios, como os de herdeiro etc, ficando sujeito a certas obrigações, como vemos na Bíblia. (Lc 2, 23)

É, portanto, de propósito e com razão que o Evangelista chama Jesus: "primogênito" - "ton protótokon". Designa-o, deste modo, como herdeiro de David, como tendo um direito privilegiado sobre esta herança (cf Gen 10, 15 - 21, 12).

E é isso que se pode verificar na apresentação de Jesus no templo: "Depois que foram concluídos os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor: Todo o varão primogênito será consagrado ao Senhor" (Lc 2, 22)

Essa passagem é muito clara e resolve de uma vez a discussão sobre a "primogenitura" de Nosso Senhor, pois a apresentação no templo ocorreu apenas 40 dias após o seu nascimento, como filho único de Nossa Senhora.

c) "não a conhecia até que ela desse à luz"
Em algumas traduções, aparece em S. Mateus: "José não conheceu Maria (= não teve relações com ela) até que ela desse à luz um filho (Jesus)". (Mt 1, 25). Explicação: Seria errado insinuar que depois daquele "até" José devia "conhecer" Maria". "Até", na linguagem bíblica, refere-se apenas ao passado. Exemplo: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte" (II Sam 6, 23). Ou então, falando Deus a Jacob do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: "Não te abandonarei, enquanto não se cumprir tudo o que disse" (Gen 28, 15). Quererá isso dizer que Deus o abandonaria depois? Em outra passagem, Nosso Senhor diz aos seus Apóstolos: "Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28, 20).

Ora, o texto sagrado deixa claro que a palavra "até" é um reforço do milagre operado, a saber, a encarnação do verbo por obra do Espírito Santo, e não por obra de um homem (S. José).

Nossa Senhora no Sábado: a Ave-Maria; o Santo Rosário e a Ladainha




Fonte: Blog "Em Defesa da Fé"




80 - Qual a oração mais excelente que podemos fazer em honra de Maria?
E a Ave-Maria, ou Saudação Angélica, composta pelo Anjo Gabriel, por Santa Isabel e pela Igreja.

81 - Devemos apreciar muito esta oração?
Sim, porque, depois do Padre nosso, não há oração mais bela, mais excelente, mais útil:
1) encerra em poucas palavras os principais privilégios de Maria: cheia de graça, Mãe de Deus, advogada nossa poderosíssima;
2) foi composta pelo Espírito Santo;
3) lembra-nos o mistério da Encarnação;
4) é muito própria para reparar os ultrajes feitos pelos hereges contra Nossa Senhora.

82 - A Igreja recomenda alguma maneira especial de se rezar a Ave Maria?
Além das Ave-Marias rezadas no Rosário, a igreja recomenda a prática das Três Ave-Marias de manhã e à noite acompanhadas da invocação composta por Santo Afonso: "Maria, minha boa Mãe, livrai-me neste dia (nesta noite) do pecado mortal."

Lição XV

83 - Que é o Rosário?
É um conjunto de orações acompanhadas da meditação dos principais mistérios da vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora. Chama-se Rosário por ser como uma coroa de rosas que se oferece a Maria.

84 - Quem compôs o Rosário?
Na sua forma atual, o Rosário foi composto por São Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores, que foi para isso favorecido com uma revelação particular de Maria no ano 1206.

85 - Donde provém a excelência do Rosário?
a) da sua origem: pois foi a própria Santíssima Virgem quem o revelou a São Domingos;
b) das orações que o compõem: Credo, resumo das verdades de nossa Fé; Padre-nosso e Ave-Maria, as mais belas orações; Glória ao Pai, ato de fé e adoração à Santíssima Trindade; meditação dos mistérios da Fé;
c) da autoridade da Igreja que autorizou e recomendou por diversas vezes esta prática. Só o Papa Leão XIII escreveu dez encíclicas sobre o Rosário. Pode-se, portanto, dizer que é a devoção particular mais recomendada pela Igreja.

86 - Deve-se rezar sempre o Rosário?
É muito útil e salutar rezar todos os dias pelo menos o Terço, pois esta e a recomendação da Igreja e este foi o insistente apelo de Nossa Senhora nas aparições de Lourdes e Fátima: "Rezai o Terço todos os dias".

87 - A Igreja recomenda alguma forma especial de se rezar o Terço?
Sim, o Terço rezado em família ou em comunidade. Para cada dia que o fiel, em família ou em comunidade, reza piedosamente o Terço, meditando nos mistérios, a Igreja concede uma indulgência plenária, observadas as outras condições gerais. A Igreja exorta também os fiéis a rezarem o Terço no Mês do Rosário, mês de outubro, durante a Santa Missa ou diante do Santíssimo Sacramento exposto.

88 - O que é a Ladainha de Nossa Senhora?
É uma oração aprovada pela Igreja composta de 47 invocações a Nossa Senhora, recordando seus principais privilégios e títulos de honra, de veneração e de amor, pedindo sua proteção: "rogai por nós".

89 - Poderia dar a explicação de algumas dessas invocações ?
Sim:
Espelho de justiça: Maria é o espelho da perfeição cristã. Todas as virtudes cristãs brilham no Coração Imaculado de Maria. Este espelho de santidade nos foi dado como uma luz a guiar-nos no caminho da santidade.
Sede da Sabedoria: ou templo da Sabedoria, Templo de Deus, este título convém eminentemente a Maria, Mãe de Deus.
Causa de nossa alegria: Maria é causa da nossa alegria espiritual, pois nos trouxe Jesus e é por Ela que nos vem a graça de Deus.
Vaso espiritual: como um vaso precioso, o Coração de Maria encerra os dons espirituais da divina graça.
Vaso honorífico: este título convém à alma de Maria, onde permaneceu sempre a graça de Deus e a seu corpo, do qual o Divino Espírito Santo formou o Corpo de Jesus.
Vaso insigne de devoção: Maria encerra de maneira insigne, notabilíssima, a maior devoção de que é capaz uma criatura.
Rosa mística: a rosa é a rainha das flores, portanto é muito natural que Maria, rainha dos anjos e dos santos, seja comparada à rosa.
Torre de Davi: Davi, tendo se apoderado da torre dos Jebuseus, a qual dominava Jerusalém e servia de defesa àquela cidade, aumentou-a, fortificou-a e confíou-a aos soldados mais experimentados. Maria é a torre inexpugnável de defesa da Igreja contra os inimigos de todos os tempos (Jerusalém é figura da Igreja).
Torre de marfim: Nossa Senhora é aqui comparada a uma torre de uma alvura semelhante à do marfim, para nos lembrar sua pureza imaculada e poder que Deus lhe concedeu contra os inimigos da religião.
Casa de ouro: o ouro é símbolo da caridade, rainha das virtudes. Maria amou a Deus e ao próximo como nenhuma criatura.
Arca da aliança: já abundantemente explicado este título.
Porta do céu: este título pertence em primeiro lugar a Jesus Cristo, "Eu sou a porta"; mas, Maria também, de maneira subordinada a Jesus, é a porta do Céu, pela qual nos vêm as graças de Deus, e pela qual podemos ir a Deus.
Estrela da Manhã: a estrela da manha anuncia a chegada do sol, a dissipação das trevas; assim a chegada de Maria anuncia a vinda de Jesus, Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado.

Fonte: Catecismo de Nossa Senhora (Publicções Ontem, Hoje e Sempre - Campos RJ) - 1997

15 fevereiro 2012

Mãe de Deus, Onipotência Suplicante



Sobre Maria Santíssima sabemos que não recebeu como São Pedro as Chaves de Cristo, não deteve o primado da Igreja; não foi chamada a escrever nenhum livro Sagrado, não anunciou o Evangelho às nações pagãs; não interpretou a Revelação Divina como os Padres Apostólicos, não detinha jurisdição sobre o povo de Deus reunido numa só fé, no entanto, d’Ela sabemos que antes da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica possuir uma dimensão Petrina (Pedro, os Apóstolos e seus sucessores) possuiu uma dimensão Mariana (cf. CIC, nº 199). A Santíssima Virgem, após a Revelação da Igreja em Pentecostes, se retira da vida pública e se entrega ao silêncio da espera, da contemplação, da oração pela Igreja, que assim como Cristo teve que crescer em ciência diante dos homens (cf. Lc 2,52); Ela se entrega ao amor já vivo n’Ela por Cristo e pelos apóstolos.

A Santíssima Senhora, que após sua entrada na Glória Celestial, seria coroada como Rainha dos Céus e da Terra; Ela, a excelsa e mais perfeita criatura do Pai, se submete ao silêncio pela divina providência; Ela, a obra do amor, toma sobre Si a intercessão pela Igreja, se retira para rezar por aqueles que Cristo deixou como testemunhas de Sua Obra: Igreja Santa; e por Ela entrega suas súplicas. A Igreja Nascente necessitava de um cautério suave para ter forças de enfrentar o mundo e tal suavidade encontrou razão de ser nas orações e súplicas da Virgem de Nazaré, disso nos dá testemunho o Doutor Místico da Igreja, São João da Cruz, sobre o estado de união que a Mãe do Filho de Deus alcançou por amor: "Não há obra melhor e mais necessária que o amor. Quando alguém alcança este estado de união em amor, não lhe convém ocupar-se em outras obras, nem de exercícios exteriores, que podem lhe tirar a sua atenção de Deus, porque é mais proveitoso estar diante de Deus " (Cântico Espiritual, XXIX, II).


A Rainha dos Apóstolos permite em seu silêncio que seus súditos preguem a missão que lhes foi confiada pelo Cordeiro de Deus: Ide! E reza silenciosa – Virgem do Silêncio – para que a Missão da Igreja chegasse aos povos: “Santa Maria, Regina Apostolorum, Rainha de todos os que suspiram por dar a conhecer o amor de Teu Filho: Tu, que entendes tão bem as nossas misérias, pede perdão por nossa vida; pelo que em nós podia ter sido fogo e foi um punhado de cinzas; pela luz que deixou de iluminar; pelo sal que se tornou insípido. Mãe de Deus, Onipotência Suplicante: traze-nos, junto com o perdão, a força para vivermos verdadeiramente de fé e de amor, para podermos levar aos outros a fé de Cristo” (São Josemaria Escrivá - É Cristo que passa, ponto 175).

Deus Todo-Poderoso, em absoluto, não precisava de ninguém pra Se fazer homem e sofrer por nós para nos resgatar. No entanto, não por necessidade, mas por disposição da misericordiosa vontade divina, quis Deus precisar de Maria para tomar nossa humana natureza e realizar a obra da Redenção. Diretamente da lavra de São Paulo (em Cl 1, 24) temos: "O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por Seu Corpo que é a Igreja”. Cristo cumpriu perfeitamente a Redenção, no entanto, São Paulo Apóstolo impõe pela inspiração do Espírito Santo que devemos completar em nossa carne a adesão à Redenção da Cruz. Nada faltou ao Cristo e tudo foi mais que suficiente por Ele na Cruz, mas São Paulo quer afirmar que o que falta na Cruz de Cristo e em Suas tribulações não é o próprio Cristo todo homem e todo Deus que se entregou na Cruz, mas aqueles que foram redimidos e não querem aderir à Cruz por um ato de vontade. Só com a adesão de nossa vontade nos serão aplicados os méritos infinitos, e tal adesão às Santíssimas Dores da Cruz foram consumadas em estado de perfeição por Maria Santíssima, Cooperadora da Redenção Divina (cf. Suma Teológica, III, q. 49, a. 3ad 2 e 3 - cf. Santo Afonso de Maria Ligório: Reflexões Sobre a Paixão, 10). O Silêncio de Maria é o silêncio orante e suplicante.

Nenhuma criatura participou com grandiosíssima adesão às Dores de Cristo quanto Maria, de tal profundeza Ela tomou sobre Si o Filho que a união entre a divindade de Cristo e a humanidade de Maria se tornou perfeitíssima e consumadíssima na anunciação do Anjo São Gabriel. “No Corpo de Cristo, que cresce sem cessar a partir da Cruz do Redentor, precisamente o sofrimento, impregnado do espírito de Cristo, é o mediador insubstituível e autor dos bens indispensáveis para a salvação do mundo. Mais do que qualquer outra coisa, o sofrimento é aquilo que abre caminho à graça que transforma as almas humanas. Mais do que qualquer outra coisa, é ele que torna presentes na história da humanidade as forças da Redenção. Naquela luta «cósmica» que se trava entre as forças espirituais do bem e as do mal, de que fala a Carta aos Efésios, os sofrimentos humanos, unidos ao sofrimento redentor de Cristo, constituem um apoio particular às forças do bem, abrindo caminho à vitória destas forças salvíficas” (Sua Santidade, o Papa João Paulo II - Carta Apostólica Salvifici Doloris, nº 27). Na Revelação que a Mãe de Deus faz para São Domingos, Ela mesma explicita a união definitiva d’Ela com o Cristo, logo, com a Santíssima e Beatíssima Trindade, nas Pessoas Admiráveis do Pai, Filho, Espírito Santo; "Meu filho Domingos, aprenda isto: o meio empregado pela Santíssima Trindade para reformar o mundo foi a Saudação Angélica. Portanto, se quiser converter os corações empedernidos, pregue-a segundo o modo que vou ensinar-lhe". Nasce a contemplação do Santo Rosário, para aperfeiçoar a contemplação do Santo Terço fruto dos séculos apostólicos. Suplica à Mãe que o Filho atende.

Jesus Cristo, o mesmo Ontem, Hoje e Sempre

O Senhor Rei do universo é “o mesmo ontem, hoje e sempre” (Heb 13, 8). Pode Cristo mudar? Se Cristo modificar sua Natureza Divina e Humana negará a Si mesmo e não será Deus. Deus não nega a Si mesmo, Deus permanece imutável. Tendo Cristo sido obediente à Sua Mãe em vida, sendo Ele totalmente Deus e totalmente Homem, Ele que após Sua Morte e Ressurreição continuou sendo totalmente Deus e totalmente Homem, portanto, imutável, continuará sendo obediente da mesma forma e pela mesma única Pessoa Divina que É, em duas naturezas, a humana e a divina. Cristo é o mesmo ontem, é o mesmo hoje, é o mesmo sempre. Negará a Segunda Pessoa Admirável da Santíssima Trindade a Si mesmo? Assim como em Caná havia um só Cristo imutável, por toda a eternidade haverá um só Cristo como Ele É antes da Criação, como Ele É na Encarnação e como Ele É na Glória Eterna. Maria é o único Ser capaz de mudar “a hora de Deus”; em Jo 2, 1 – 11, Ela confirma a fé dos Apóstolos em Cristo, por pedido d’Ela e não do colégio dos seguidores de Cristo cuja Cabeça seria Pedro. Mais adiante, vemos o anúncio da confirmação na Revelação Bíblica do culto devido a Maria: "Bem-aventurada as entranhas que te trouxeram e o seio que te amamentou" (Lc 11, 27).

Extremamente significativa a narrativa do Apóstolo João, principalmente porque ele no quarto Evangelho narra somente dois momentos da aparição de Maria: uma vez em Caná e outra somente no Calvário, e não por omissão mas por iluminação, que temos em São João um motivo proposital do Espírito Santo para somente duas aparições: para mostrar a evidência de que Maria Santíssima estava presente para participar da Redenção que Cristo já operava no mundo. “Entre os dois acontecimentos, Caná e o Calvário, há várias analogias. Situam-se um no começo e o outro no fim da vida pública de Cristo, como para indicar que toda a obra de Jesus está acompanhada pela presença de Maria Santíssima. O seu título de Mãe adquire ressonância especialíssima: Maria atua como verdadeira Mãe de Jesus nesses dois momentos em que o Senhor manifesta a Sua divindade. Ao mesmo tempo, ambos os episódios assinalam a especial solicitude de Maria Santíssima pelos homens: num caso intercede quando ainda não chegou a hora (Caná); no outro oferece ao Pai a morte redentora de seu Filho (Calvário) e aceita a missão que Jesus lhe confere de ser Mãe de todos os crentes, representados no Calvário pelo discípulo amado” (Bíblia de Navarra, Santos Evangelhos, p. 1145).

A Santíssima Virgem não tem poder nenhum por Si mesma, não é Ela maior que Aquele Cristo que Ela gerou em Seu ventre. O privilégio de ser Rainha dos Apóstolos e da Igreja que adorna Maria não é fruto d’Ela mesma, mas fruto do Cristo, o Deus vivo que Ela participou da divindade e gerou na humanidade; acima dos Santos e dos Anjos, por ser Mãe do Filho Eterno de Deus Pai pela operação do Espírito Santo. O que Ela apresenta diante da Santíssima Trindade não é um ato de soberania de Si mesma ou um poder divino que Ela não possui, mas o privilégio de suplicar por todas as potências da plenitude da graça tudo quanto os filhos da Igreja, logo, filhos de Maria, necessitam na jornada terrena para encontrar Cristo pregado na Cruz. Por ser Ela tal onipotência invocamos na Saudação Angélica da Ave-Maria as palavras: “Rogai por nós os pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Dirija à Mãe o pedido de socorro para que Ela suplique por nós as nossas necessidades, porque Ela tem a plenitude da graça e chega ao Sacratíssimo Coração do Filho através de Seu Imaculadíssimo Coração. Dirigir súplicas e brados para a Onipotência Suplicante, para que possamos também ser suplicantes diante do Coração Infinito e Chagadíssimo de Cristo. Eis a onipotência da Castíssima Virgem: - Maria consegue de Deus tudo que quer, a Ela nada foi negado pois Ela mesma tudo deu para Deus e para Igreja. Ela em Seu Gloriossísmo Império de Advogada dos católicos apresenta nossas causas diante do Trono do Divino Pai Eterno, e especialmente para que após a peregrinação terrestre possamos contemplar o rosto Diviníssimo de Cristo: “A Vós bradamos degredados filhos de Eva, a Vós suspiramos, gemendo e chorando nesse vale de lágrimas. Eia pois Advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois desse desterro mostrai-nos Jesus bendito fruto do Vosso Ventre”.

Na tríplice invocação de Clementíssima, Piedosíssima, Dulcíssima sempre Castíssima Virgem, que apresenta aos cristãos a antífona da “Salve Rainha” encontramos a razão de ser da Súplica Onipotente. As três saudações foram inseridas ao fim da oração pelo Santo Doutor da Igreja, São Bernardo de Claraval. Nas Vésperas Natalinas do Ano da Graça de 1146, São Bernardo foi nomeado legado do Papa para a Alemanha, o povo sedento e devotíssimo de Maria Santíssima esperava ansioso a chegada de Padre Bernardo – O Santo de Claraval – na cidade de Spire. Bispos, padres, o povo de Deus se reuniu nas portas da cidade para receber o enviado do Papa. Quando São Bernardo se encontra com a multidão, ele é conduzido pela cidade com excelsa alegria, os sinos dobram nas igrejas, cantos sagrados são entoados, pelas ruas louvam e cantam glórias a Deus por ter dado ao mundo a Mãe de Cristo. Entrando na cidade, conduzido até o Imperador e príncipes Germânicos, foi São Bernardo recebido com as honras devidas ao legado papal. Em sua homenagem foi entoado seu canto preferido, a “Salve Rainha”. Conduzido até o recinto sagrado da igreja local, extremamente tomado de amor zeloso por Maria, ao fim do canto que terminava com “... Et Jesum benedíctum fructun Ventris tui, nobis, post hoc exsílium, osténde” - “... e depois deste desterro nos mostrai-nos Jesus, Bendito fruto do Vosso Ventre”; São Bernardo se prostou três vezes ao chão, e em cada vez que se humilhou amorosamente por Maria, disse: “O Clemens, O Pia, O Dulcis Virgo Maria” – “Oh Clemente, Oh Piedosa, Oh Doce Virgem Maria”.

Com magistral amor somos patroneados por Maria nos Céus, como Advogada Clemente, Pia e Doce, Ela apresenta diante do Pai não somente o que Lhe pedimos, mas tudo quanto é bom para a humanidade, e nada Lhe é negado. Maria segue por todo o sempre os rastros de Sangue de Cristo até o Calvário, porque n’Ela se deu a plenitude e a perfeição de quem abraçou na totalidade a Cruz de Cristo e entende, em perfeita harmonia com o Coração Sacratíssimo de Cristo, as necessidades da Igreja Peregrina.

“Maria, a Mãe santa do nosso Rei, a Rainha do nosso coração, cuida de nós como só Ela o sabe fazer. Mãe compassiva, trono da graça: nós te pedimos que saibamos compor na nossa vida e na vida dos que nos rodeiam, verso a verso, o poema singelo da caridade, quasi flumen pacis, como um rio de paz. Pois tu és um mar de inesgotável misericórdia: Os rios vão dar todos ao mar, e o mar não transborda” (São Josemaria Escrivá - É Cristo que passa, ponto 187).

08 fevereiro 2012

Me ensina a ser Serviço!

Como o blogue está crescendo a cada dia, hoje falaremos de um assunto interessante. Não vai ser bem um postagem, vou dar algumas notícias sobre o andamento dos projetos e alguns afins...

Bom, Louvado seja Deus por este blog, Deus usa de servos e instrumentos inúteis para realizar a sua obra grandiosamente magnífica. Pois então. Ser servo de Deus é isso, reconhecer que não é o meu serviço que me faz grande perante o Senhor,..mas o fato de me colocar como algo nas mãos de Deus, que é o Fator que está fora, está além do meu orgulho, está no fator que me transforma. Como numa frase que o Padre Chrystian já disse algumas vezes:

"Não é que eu tenho que ser bom para servir a Deus, eu preciso servir a Deus para ser bom!"

O melhor exemplo de serviço, quando alguém fala "servo", em "servidão". Logo pensamos em Maria, a não ser que você seja protestante. Mas o fato de ser protestante, não o impede de reconhecer em Maria um toque de humildade na palavra serviço.

Maria pelo simples fato de ser fiel. Foi coroada Rainha dos Céus! Ela nunca pregou, ela nunca fez faculdade, ela nunca viajou longe, ela não era formada em nada, ela não era dona de empresa, ela não era blogueira com mais de 100 acessos por dia, ela era humilde. E o que é ser humilde? o que significa humildade?!
Vamos pesquisar no Google!



Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa modéstia, cordialidade, respeito, simplicidade, honestidade e passividade. A humildade dos que vivem na pobreza, pode ser vista, pelos ricos, como uma fraqueza ou maneira de promover reverência e submissão das classes populares.
Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde; quem se vangloria mostra simplesmente que humildade lhe falta. É nessa posição que talvez se situe a humilde confissão de Albert Einstein quando reconhece que “por detrás da matéria há algo de inexplicável”.
Por humilde também se pode entender a personalidade que assume seus deveres, obrigações, erros e culpas sem resistência. Assim, se pode dizer que a pessoa ou indivíduo "assume humildemente".

Muito bem Wikipedia!

Interessante, que pegando a essência da palavra, podemos entender que humildade é a virtude de ser colocar devidamente no seu lugar, que provém do latim de filhos da terra. Deus nos fez o homem a partir do barro...Então, o que fez Maria fundamentalmente, se colocou no seu devido lugar. Ela é humana! Ela é da terra, do pó, do barro. E assim, como aceitou a realidade e o projeto divino em sua vida, foi coroada celestialmente. Maria se colocou em seu lugar, na Terra, no seu humano. Mas o que foi rompido com a Eva, Maria, a Ave Maria, reconciliou. De fato, de um homem veio a morte, de um outro veio a ressureição. De um lado Adão e Eva, que não souberam ser fieis a Deus, causando motivo de rompimento e morte. De outro Maria e Jesus, que souberam aceitar e ser firmes ao plano divino, e por meio deles, veio a ressurreição e a Nova Aliança. Lembremos que Maria é Co-Redentora!

Mais tarde trataremos mais assunto sobre Mariologia!
kkkkkkkkk


A Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo!

01 janeiro 2012

Maria, Mãe de Deus? [SIM!]


A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à Virgem Santa como à Mãe de Jesus, mas também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencente ao patrimônio da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431.

Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o filho de Deus, resulta bem mais claro que Maria é a Theotokos, a Mãe de Deus. Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem “a Mãe de Jesus” e afirmem que ele é Deus (Jô. 20,28; cf. 05,18; 10,30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. mt. 01,22-23).

Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egito dirigiam-se a Maria com esta oração: “Sob a vossa proteção procuramos refúgio, santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bendita” (Da Liturgia das Horas). Neste antigo testemunho a expressão Theotokos, “Mãe de Deus”, aparece pela primeira vez de forma explícita.

Na mitologia pagã, acontecia com freqüência que alguma deusa fosse apresentada como Mãe de um deus. Zeus, por exemplo, deus supremo, tinha por Mãe a deusa Reia. Esse contexto facilitou talvez, entre os cristãos, o uso do título “Theotokos”, “Mãe de Deus”, para a Mãe de Jesus. Contudo, é preciso notar que este título não existia, mas foi criado pelos cristãos, para exprimir uma fé que não tinha nada a ver com a mitologia pagã, a fé na concepção virginal, no seio de Maria, d’Aquele que desde sempre era o Verbo Eterno de Deus.

No século IV, o termo Theotokos é já de uso freqüente no Oriente e no Ocidente. A piedade e a teologia fazem referência, de modo cada vez mais freqüente, a esse termo, já entrado no patrimônio de fé da Igreja.

Compreende-se, por isso, o grande movimento de protesto, que se manifestou no século V, quando Nestório pôs em dúvida a legitimidade do título “Mãe de Deus”. Ele de fato, propenso a considerar Maria somente como Mãe do homem Jesus, afirmava que só era doutrinalmente correta a expressão “Mãe de Cristo”. Nestório era induzido a este erro pela sua dificuldade de admitir a unidade da pessoa de Cristo, e pela interpretação errônea da distinção entre as duas naturezas – divina e humana – presentes n’Ele.

O Concílio de Éfeso, no ano 431, condenou as suas teses e, afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou Maria Mãe de Deus.

As dificuldades e as objeções apresentadas por Nestório oferecem-nos agora a ocasião para algumas reflexões úteis, a fim de compreendermos e interpretarmos de modo correto esse título.

A expressão Theotokos, que literalmente significa “aquela que gerou Deus”, à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-Lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz Maria.

Proclamando Maria “Mãe de Deus”, a Igreja quer, portanto, afirmar que Ela é a “Mãe do Verbo encarnado, que é Deus”. Por isso, a sua maternidade não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda Pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana.

A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é Mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é a pessoa divina, é Mãe de Deus.

Ao proclamar Maria “Mãe de Deus”, a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe. Esta união emerge já no Concílio de Éfeso; com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres queriam evidenciar a sua fé a divindade de Cristo. Não obstante as objeções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir este título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando corretamente o significado dessa maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do seu amor para com a Virgem.

Na Theotokos a Igreja, por um lado reconhece a garantia da realidade da Encarnação, porque – como afirma Santo Agostinho – “se a Mãe fosse fictícia seria fictícia também a carne... fictícia seriam as cicatrizes da ressurreição” (Tract. In Ev. loannis, 8,6-7). E, por outro, ela contempla com admiração e celebra com veneração a imensa grandeza conferida a Maria por Aquele que quis ser seu filho. A expressão “Mãe de Deus” remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título, à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré, proclama, também, a nobreza da mulher e sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento.

Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egito, os fiéis entregam-se Àquela que, sendo Mãe de Deus, pôde obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna.

Extraído do livro A virgem Maria
João Paulo II

19 outubro 2011

Títulos de Maria


Lista dos nomes de Maria

NomeOrigemDevoção
Nossa Senhora da Abadiaimagem encontrada perto da Abadia de Bouro, naarquidiocese de BragaPortugalEm Portugal, nome de mulher: “Maria da Abadia”; em Uberaba, Padroeira da cidade.
Nossa Senhora da Ajudarelembra Maria junto à cruz, também implorando a Deus pelo gênero humanoNome de mulher; “Maria da Ajuda”;
Nossa Senhora dos Pobresapareceu para uma criança na década de 1930 na BélgicaNome de mulher; “Baneaux”;
Nossa Senhora do Divino Amorrelembra o momento de Pentecostes em que Maria recebe oEspírito Santo prometido por Jesus
Nossa Senhora do Amparorelembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens;Nome de mulher: Maria do Amparo;
Nossa Senhora dos AnjosRelembra Maria, como rainha das cortes celestes e também faz alusão à cidade de AssisItália, local para onde havia sido levado um pedaço do túmulo da Virgem e se ouvia sempre o canto dos anjos; A cidade de Los Angeles, nos EUA, foi batizada com seu nome : Nuestra Señora la Reina de Los Ángeles de Porciúncula.Nome de mulher; “Maria dos Anjos”;
Nossa Senhora da AnunciaçãoVisita do arcanjo Gabriel a MariaNome de mulher, "Maria da Anunciação";
Nossa Senhora Aparecida, ou da Conceição AparecidaImagem encontrada no Vale do Paraíba (São Paulo) que possui poderes milagrososPadroeira do Brasil. Nome de mulher: “Maria Aparecida”;
Nossa Senhora da ApresentaçãoPurificação da Virgem - Apresentação da Virgem no Templo de Jerusalém;Toponímicos; Padroeira da cidade brasileira de Natal.
Nossa Senhora da ArábiaNa Arábia Saudita, Maria recebe este nome N. Sr. da Arábia, e é padroeira deste país
Nossa Senhora AquiropitaImagem que não foi pintada por mão humana, de devoção emRossano, na CalábriaNome comum de mulher, entre os italianos e seus descendentes; Paróquia do Bairro da Bela Vista, em São Paulo;
Nossa Senhora da Assunçãorelembra a elevação de Maria, de corpo e alma, aos céus;Nome de mulher; “Maria da Assunção”; Padroeira e antigo nome da cidade deFortaleza;
Nossa Senhora Auxiliadorarelembra o auxílio de Maria ao Papa Pio VII, durante o domínionapoleônico;Nome de mulher: “Maria Auxiliadora”;
Nossa Senhora do Belémrelembra a maternidade de Maria, na cidade de Belém;Nome de mulher: “Maria de Belém”; canções natalinas
Nossa Senhora da Boa Horarelembra a proteção de Maria na hora dos partos e na hora da morte;
Nossa Senhora da Boa MorteProteção aos agonizantes;Nome de diversas confrarias;
Nossa Senhora da Boa NovaMaria é que traz aos homens a Boa Nova (Evangelho) do nascimento de Jesus;Nome de mulher: "Maria da Boa Nova";
Nossa Senhora da Boa Viagemrelembra Maria como protetora dos portugueses que partiam nas viagens de descobrimento do Novo Mundo;Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Conselhorelembra Maria como grande conselheira dos Apóstolos, cultuada desde o século V, na cidade italiana de Genazzano;
Nossa Senhora do Bom Despachocelebra o prestígio de Maria perante Deus, pelo despacho daencarnação do Verbo;Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Parto / do PartoNascimento de Jesus, tendo Maria permanecido virgem antes, durante e depois do parto.
Nossa Senhora do Bom Socorrorelembra o socorro de Maria aos cristãos, celebrado, desde oséculo X, em Blosville, na Normandia;Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Sucessorelembra o auxílio da Mãe de Deus para os que almejam sucesso em seus tratamentos de saúde e nos seus empreendimentos materiais;Toponímicos;
Nossa Senhora do Brasilrelembra as inúmeras graças concedidas, por seu intermédio, aos brasileiros;Paróquia célebre de São Paulo;
Nossa Senhora das Brotasrelembra o fato de folhas brotarem numa altar de Nossa Senhora, no início do povoamento de Cuiabá, no estado deMato Grosso, no século XVIII; também venerada em Piraí do Sul, após um milagre envolendo a estampa de Nossa Senhoradeixada com uma moradora da cidade por Santo Antônio de Sant'anna Galvão.Toponímicos;
Nossa Senhora da Cabeçaimagem encontrada no Pico da Cabeça, Serra Morena, naAndaluzia, no século XIII ;
Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperançarelembra a proteção de Maria, no século XV, quando protegeu os portugueses, na sua esperança de chegar às Índias, dobrando o Cabo das Tormentas;Toponímico;
Nossa Senhora da Luz, das Candeias ou da Candeláriarelembra a purificação da Virgem no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;Nome de mulher: “Maria Candelária”; célebres paróquias do Rio de Janeiro, de Itu e de Natal, além da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária de Corumbá, e da Igreja Catedral de Nossa Senhora da Luz em Guarabira e da Catedral de Curitiba;
Nossa Senhora de CaravaggioAparição da Virgem , no século XV, em Caravaggio, cidadeitaliana próxima a Milão.;Cruz de Caravaggio;
Nossa Senhora do Carmo, do Monte Carmelorelembra o convento construído em honra à Virgem, nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, naSamaria;
Nossa Senhora da Carpiçãooriginária de cerimonial de carpição ou capina de um terreno onde foi ereta uma capela dedicada à Virgem Maria, em São José dos CamposSão Paulo, no século XIX;Toponímico;
Nossa Senhora de Ceuta ou do Bastãorelembra o auxílio da Virgem Ana conquista de Ceuta, porDom João I; sua imagem traz um rico bordão na mão, donde vem o termo “do Bastão”;Toponímico;
Nossa Senhora da ConceiçãoRelembra que Santa Ana concebeu Maria, pura sem pecado.Prenome feminino: Maria da Conceição,Conceição
Nossa Senhora da Consolaçãorelembra a Virgem como “Consoladora dos aflitos”, devoção iniciada por Santa Mônica;Paróquia de São Paulo;
Nossa Senhora de CopacabanaImagem esculpida por um índio, Francisco Tito Iupanqui, noséculo XVI, na aldeia de Copacabana, às margens do Lago Titicaca;Toponímicos;
Nossa Senhora da Correiarelembra a correia da cintura da Virge Maria, símbolo de pureza, com que as mulheres judias eram cingidas desde a infância;Toponímicos;
Nossa Senhora dos Desamparadosrelembra a proteção de Maria a uma confraria criada , noséculo XV, em ValênciaEspanha, para acolher crianças desamparadas;Confrarias;
Nossa Senhora Desatadora de Nósrelembra que a Virgem Maria liberta os homens das aflições da vida, desata os nós que os escravizam;Célebre pintura de Johann Schmittdner (1700);
Nossa Senhora do Desterrofuga para o EgitoToponímicos. Antigo nome de Florianópolis e de Jundiaí.
Nossa Senhora Divina PastoraDevoção a Virgem Maria como pastora de almas, surgida noséculo XVIII, em SevilhaEspanha;Confrarias;
Nossa Senhora da Divina Providênciarelembra que a Virgem confiou plenamente na Divina Providência, entregando-se totalmente a Deus;Confrarias;
Nossa Senhora das Dores (ou da Piedade/da Soledade/ das Angústias/ das Lágrimas/ das Sete Dores/ do Calvário/ do Pranto)Refere-se às sete dores da Virgem Maria: a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda do menino Jesus, o encontro no caminho do Calvário, a morte de Jesus, o golpe da lança e a descida da cruz, e o sepultamento de Cristo.Prenome feminino: Maria das Dores
Nossa Senhora da Encarnaçãorelembra a encarnação do Verbo no seio puríssimo da Virgem;Nome de mulher: “Maria da Encarnação”;
Nossa Senhora da EscadaA Virgem é comparada à “Escada de Jacó”, que liga o céu e a terra. També faz alusão aos trinta e um degraus que davam aceso a um santuário de Lisboa.;Confrarias e toponímicos;
Nossa Senhora da Esperançarelembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino;Confrarias; antigo santuário construído em930, em Mazières; imagem trazida por Pedro Álvares Cabral, em sua viagem do descobrimento do Brasil
Nossa Senhora da EstrelaImagem oculta por Dom Rodrigo, último rei dos visigodos, em711, quando da invasão árabe; sendo descoberta, quando a Vila de Marvão, em Portugal, foi liberada do domínio muçulmano; Maria é chamada “Aurora da Salvação”Confrarias;
Nossa Senhora da Família, Rainha da FamíliaInvocação (Regina Familiæ) mandada acrescentar às"Ladainhas Lauretanas", em 1995, pelo Papa João Paulo IIPadroeira do Pontifício Conselho para a Família;
Nossa Senhora de Fátima, do Rosário de FátimaAparição em Fátima (Portugal)Prenome feminino: Maria de Fátima ou apenas "Fátima"Santuário de Fátima;
Nossa Senhora da Férelembra que a vida da Virgem foi um contínuo “Ato de Fé, sendo esta devoção medieval originária da França e Bélgica;
Nossa Senhora da Glóriarelembra coroação da Virgem como rainha;Nome de mulher: Maria da GlóriaGlória;
Nossa Senhora da Graçaimagem encontrada por pescadores na praia de Cascais,Portugal, em 1362 e que apareceu a Catarina Álvares,Paraguaçu, no século XVI;Nome de mulher: “Maria da Graça”, “Graça”.
Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosarelembra uma aparição feita a Catarina Labouré, em Paris;Prenome feminino: Maria das Graças.
Nossa Senhora de GuadalupeAparição ao índio Juan Diego, em GuadalupeMéxico, em1531Prenome feminino: Maria Guadalupe,GuadalupeBasílica de Nossa Senhora de Guadalupe; Padroeira da América Latina e doMéxico.
Nossa Senhora da Guiarelembra que a Virgem Maria guiou Jesus, na sua infância e juventude; é chamada pelos ortodoxos de “Odegitria” (‘οδεγός);Nome de mulher: “Maria da Guia”, confrarias.
Nossa Senhora da Lampadosarelembra a padroeira da ilha de Lampadosa, no Mar Mediterrâneo, entre a ilha de Malta e a Tunísia;Toponímicos. Tiradentes foi enforcado no Largo na Lampadosa, no Rio de Janeiro;
Nossa Senhora da LapaImagem escondida dos muçulmanos numa lapa, no século X, pelas monjas beneditinas de Aguiar da Beira, sendo encontrada em 1498, por uma menina, que muda de nascença, começou a falar;Toponímicos;
Nossa Senhora do Leite ou da Lactaçãorelembra a Virgem nutrindo o Menino-Deus com seu leite materno;célebre igreja de Belém;
Nossa Senhora do Líbanorelembra a milenar devoção dos libaneses à Virgem Maria, e também o santuário construído, entre 1904 e 1908, no cumeHaruça, no Monte Líbano, para honrar a Imaculada Conceição de Maria;paróquias célebres em São Paulo e no Rio de Janeiro;
Nossa Senhora do Livramentorelembra o livramento do fidalgo português Rodrigo Homem de Azevedo, preso pelo Duque de Alba, no século XVI.;Toponímicos;
Nossa Senhora do Loretorefere-se à “Casa de Nazaré”, onde viveu a Virgem Maria, transladada para um bosque de loureiros, próximo a Recanati, na Itália;ladainhas Loretanas (de Nossa Senhora);
Nossa Senhora de LourdesAparição, no século XIX, na Gruta de Massabielle, em Lourdes(França)Nome de mulher: Maria de Lourdes ou apenasLourdes.
Nossa Senhora de Lujanrefere-se a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, mandada esculpir no Brasil, em 1630, por um português, residente na Argentina; que ao ser transportada, encalhou às margens do Rio Lujan ;Toponímico; Padroeira da Argentina;
Nossa Senhora da Luzimagem encontrada por Pedro Martins, entre uma estranha luz, que lhe apareceu em CarnidePortugal; Maria é lembrada como aquela que apresenta seu Filho Jesus como “Luz das Nações”;Confrarias. Famoso convento de São Paulo;
Nossa Senhora Madre de Deusrelembra Maria como a Theotokos, "Mãe de Deus", cultuada desde os primeiros séculos e confirmada pelo Primeiro Concílio de Éfeso ;Toponícos. Antigo nome de Porto Alegre -RS;
Nossa Senhora Mãe da Igrejarelembra a proclamação de Maria como “Mãe de todo o povo de Deus”, pelo Papa Paulo VI, em 1964, durante o Concílio Vaticano II;
Nossa Senhora Mãe dos Homensdevoção surgida no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa, relembrando que Maria além de Mãe de Deus é Mãe de todos os homens;Confrarias;
Nossa Senhora das Maravilhasrelembra que a vida de Maria foi uma sucessão de maravilhas, das quais a maior foi a encarnação do Verbo. Isto atesta a própria Virgem, no canto do “Magnificat”;Toponímico e cânticos;
Nossa Senhora dos MaresDesde os primeiros séculos do cristianismo, Maria é invocada como protetora das viagens marítimas;Confrarias;
Nossa Senhora dos MártiresInvocada em homenagem dos cristãos que tombaram noCerco de Lisboa (1147)Basílica de Nossa Senhora dos Mártires, em Lisboa
Nossa Senhora Medianeirarelembra o papel de intermediária entre o fiel e Jesus, devoção que teve origem em Veneza, durante a grande epidemia de 1630;
Nossa Senhora de MeđugorjeAparição em Međugorje na Bósnia e Herzegovina.
Nossa Senhora Meninarelembra a infância da Virgem, do nascimento aos três anos junto a seus pais, São Joaquim e Santa Ana; e dos três aos doze anos, no Templo de Jerusalém;Cânticos;
Nossa Senhora das Mercêsrelembra a aparição a São Pedro Nolasco, no início do século XII, solicitando a criação de uma Ordem destinada ao resgate de cristãos feitos cativos pelos muçulmanos;Ordem religiosa e confrarias;
Nossa Senhora dos Milagresrelembra os grande prodígios operados pela Mãe de Deus, Onipotência suplicante e canal de todas as graças, a quem nada Deus recusa;Confrarias;
Nossa Senhora da MisericórdiaPor conseguir inúmeros benefícios de Deus para os homens, Maria é chamada “Mãe de Misericórdia”; o título também lembra a proteção da Virgem às Santas Casas de Misericórdia, cuja primeira foi fundada em Lisboa em 1498;Santas Casas de Misericórdia;
Nossa Senhora do Monterelembra que a Virgem é um monte altíssimo, que vence a altura de todos os outros montes, em santidade e virtude;célebres igrejas: na Ilha da Madeira e emOlinda;
Nossa Senhora de Monserraterelembra a imagem da Virgem levada a BarcelonaEspanha, nos primeiros séculos do cristianismo, sendo que durante a invasão árabe, os cristãos esconderam a imagem na escarpada montanha de Monserrate. Mais tarde, esta imagem foi milagrosamente encontrada e no local foi construída uma grande abadia beneditina;Abadia de Monserrate;
Nossa Senhora de Muquémrelembra o auxílio da Virgem Maria a um garimpeiro português, na vila de São Tomé de Muquém, no início da mineração em Goiás;célebre romaria;
Nossa Senhora da Natividaderelembra o nascimento da virgem Maria, que, segundo a tradição, foi num sábado, 8 de setembro, do ano 20 a.C., na cidade de Jerusalém;Confrarias e cânticos;
Nossa Senhora dos NavegantesMaria é invocada como protetora dos navegantes, devoção que teve seu auge durante as cruzadas e, depois, durante o período das grandes navegações;Confrarias;
Nossa Senhora de Nazarérelembra a vida da Virgem Maria, em Nazaré, junto à sua sagrada família;Toponímicos. Círio de Nazaré;
Nossa Senhora das Nevesrefere-se a um milagre, anunciado pela Virgem Maria, de que em pleno verão, na noite de 4 para 5 de agosto, nevaria emRoma, o que realmente aconteceu no local onde hoje se ergue a basílica de Santa Maria Maior;Antigo nome de João PessoaParaíba;
Nossa Senhora do ÓAlusão à Nossa Senhora nas proximidades de seu parto. Houve um sermão proferido pelo Padre Vieira, onde compara as virtudes de Maria à "perfeição da letra o", símbolo da imortalidade e de Deus, de quem Maria é mãe. Referências às sete antífonas do Ó, nas proximidades do Natal.Freguesia do Ó em São Paulo, Nossa Senhora do Ó em IpojucaPernambuco -Brasil
Nossa Senhora da Oliveirarefere-se a uma imagem levada para GuimarãesPortugal, porSão Tiago, que a colocou num templo, ao lado qual havia uma oliveira. Também, a Virgem Maria é comparada na passagem bíblica: “sua glória é igual ao fruto da Oliveira” (Os 14,6);Confraria;
Nossa Senhora do Parto, do Bom Partorecorda a proteção da Virgem Maria às mães que estão para dar à luz;Célebre recolhimento do Rio de Janeiro;
Nossa Senhora do Patrocíniorelembra a intercessão da Virgem Maria junto a seu Filho, em favor dos homens, como nas Bodas de Caná;Toponímicos;
Nossa Senhora da Paz ou Rainha da Pazrelembra a intervenção da Virgem Maria na devolução da catedral de ToledoEspanha, aos cristãos;Célebre mosteiro de Itapecerica da Serra;
Nossa Senhora da Penarelembra a Virgem como inspiradora e padroeira das letras e das artes;Célebre igreja de Porto Seguro (1773); Igreja do Rio de Janeiro, no bairro de Jacarepaguá
Nossa Senhora da Penharelembra o milagre realizado, no início do século XVII, por intercessão da Virgem Maria invocada por Baltazar de Abreu Cardoso, fazendeiro brasileiro, que encontrou uma serpente ao subir um penhasco (penha) que levava à sua fazenda noRio de Janeiro;Bairro do Rio de Janeiro; Santuário Perpétuo no Rio de Janeiro
Nossa Senhora da Penha de Françarelembra a aparição da Virgem Maria a Simão Vela, mongefrancês, na serra chamada Penha de França, no norte daEspanha;Bairro de São Paulo;
Nossa Senhora de Pentecostesalusão ao dia de Pentecostes quando Maria, juntamente com os Apóstolos, ficou repleta do Espírito Santo, que veio sob a forma de línguas de fogo.Fraternidade Jesus Salvador (Salvistas)
Nossa Senhora da Purificaçãorelembra a purificação de Maria no Templo de Jerusalém, comemorada com uma procissão luminosa;Nome de mulher: “Maria da Purificação”
Nossa Senhora PeregrinaAlusão à imagem de Nossa Senhora de FátimaPeregrinação da imagem pelos lares católicos;
Nossa Senhora do Perpétuo Socorrorelembra a Virgem Maria como socorro dos cristãos, em suas horas de necessidade.Refere-se a um quadro milagroso da ilha de Creta, que após ser roubado, foi recuperado em Romae posto, no século XIX, sob a guarda dos padres redentoristas ;Confrarias;
Nossa Senhora da Piedaderelembra que Jesus, após o descimento da Cruz, foi entregue aos braços de sua Mãe SantíssimaPrenome feminino: Maria da PiedadePietà: famosa escultura de Michelangelo;
Nossa Senhora do Pilarrefere-se a uma aparição da Virgem Maria a São Tiago, que estava evangelizando em Saragoça. A virgem lhe apareceu sentada num pilar, donde lhe vem o nome;Nome de mulher: “Maria do Pilar”. Célebres igrejas de Minas Gerais;
Nossa Senhora de Pompeiarelembra a aparição da Virgem a Bartolo Longo, em Pompeia, no sul da Itália;Bairro antigo de São Paulo;
Nossa Senhora da Ponterefere-se à comparação de Maria à ponte donde passamos da terra para o céu;Antigo nome de Sorocaba;
Nossa Senhora Porta do Céurefre-se à máxima que diz: “Ninguém chega ao Pai, a não ser por Jesus; e nimguém chega ao Filho, a não ser por Maria”. Esta é uma das invocações das “Ladainhas Loretanas”, considerando pois que o culto da Mãe de Deus é a porta que leva os fiéis ao paraíso;Ladainhas Loretanas;
Nossa Senhora do Portorefere-se a uma imagem bizantina colocada no célebre santuário, cuja construção foi iniciada no século VI, no bairro do Porto (Le Port), em Clermont-Ferrand, na França. Uma cópia deste ícone foi levada na batalha aos muçulmanos, para a retomada da cidade do Porto, em Portugal;Cidade do Porto;
Nossa Senhora do Povorelembra a construção, pelo povo de Roma, de uma igreja dedicada à Virgem Maria, no local onde se erguera o mausoléu dos Domícios, família a qual pertencia o imperadorNero;Forte de Nossa Senhora do Povo (Forte do Mar), em Salvador;
Nossa Senhora dos Prazeresrelembra os sete principais prazeres da vida da Virgem Maria: a Anunciação, a saudação de Santa Isabel, o nascimento de seu Filho, a visita dos Reis Magos, o encontro de Jesus no Templo, a primeira aparição de Jesus ressuscitadoa sua coroação no céu;Célebres igrejas de Recife (Monte Guararapes) – PE e Diamantina-MG;
Nossa Senhora do Presépiorelembra a maternidade de Maria, na cena do presépio, conforme a tradição franciscana;Presépios natalinos;
Nossa Senhora RainhaNossa Senhora sempre foi reconhecida pela Igreja Católica como Rainha. É proclamada, pela Igreja, Rainha por doze vezes: Rainha dos anjos, dos patriarcas, dos profetas, dos apóstolos, dos confessores, das virgens, dos mártires, de todos os Santos, do Santíssimo Rosário, da paz, concebida sem pecado original e levada aos céus.Sua Festa é Celebrada aos 22 de Agosto
Nossa Senhora Rainha dos Apóstolosrelembra que a Virgem Maria foi mãe, mestra e rainha dos apóstolos, que lhe devotavam especial veneração;Ladainhas Loretanas;
Nossa Senhora Rainha do Céurelembra a coroação de Maria, após sua assunção aos céus;Famosa antífona: Regina Cæli;
Nossa Senhora Rainha dos Homensrelembra que Maria é rainha de todos os homens, portanto digna de todos os louvores, por parte de todos;Confrarias;
Nossa Senhora Rainha, Vencedora e Três vezes Admirável de SchoenstattImagem da Virgem Maria, padroeira do Movimento Apostólico de Schoenstatt, e relembra a aliança de amor que o padreJoseph Kentenich (1885 - 1968), selou pela primeira, 18 de Outubro de 1914, em SchoenstattAlemanha, com a Virgem Maria.;Movimento de Evangelização “Mãe Peregrina”;
Nossa Senhora dos Remédiosrelembra a Virgem Maria como único remédio para todos os nossos trabalhos, angústias, necessidades e doenças;Vila dos RemédiosFernando de Noronha;
Nossa Senhora do Rocioimagem encontrada no mar, no final do século XVII, por um pescador que vivia em Rocio, próximo a Paranaguá;Padroeira do Paraná; e da cidade de São Manoel do Paraná;
Nossa Senhora do Rosáriorelembra a aparição da Virgem a São Domingos de Gusmão, no século XIII, pedindo-lhe a divulgação do seu rosário de orações;Ordem Dominicana ;
Nossa Senhora do Sagrado Coraçãorelembra que de Maria foi formado o coração divinal de Jesus;Confraria;
Nossa Senhora da Salete (em francês: de la Sallete)relembra a aparição da Virgem Maria, a 19 de setembro de1846, a dois pastorinhos, na montanha de SaleteIsère, nosAlpes franceses;nome de mulher; “Salete”;
Nossa Senhora da Saudaderelembra a imensa saudade que a Virgem Maria teve de seuFilho, nos três dias incompletos que seu corpo esteve no sepulcro;Cemitérios “da Saudade”;
Nossa Senhora da Saúderelembra que a Virgem Maria é fonte de vigor físico e moral para os homens;Ladainhas Loretanas;
Nossa Senhora Salvação do Povo Romanorelembra que a Virgem Maria sempre socorreu o povo deRoma, em todas as suas situações de necessidade.Célebre ícone, do século I, da Capela Paulina, na Basílica de Santa Maria Maior;
Nossa Senhora do Sion, do Siãorelembra a aparição da Virgem Maria, em 1842, em Roma, a Alfredo Ratisbona, ateu de origem judaica, convertido ao catolicismo;Congregação e Colégios do Sion;
Nossa Senhora da Soledaderelembra a solidão, a tristeza e saudade da Virgem Maria, por ocasião da paixão de seu Filho;Topônimos;
Nossa Senhora do Trabalhorelembra a devoção de todo Trabalhador por maria, por nossa senhora aquela que sempre abençoa os trabalhosSua Festa Celebra-se no dia do trabalhador 1 de maio
Nossa Senhora do Terçosimilar à invocação de Nossa Senhora do Rosário, mas refere-se apenas a cinco mistérios da vida de Jesus;Rezas de Terço. Célebre igreja do Recife;
Nossa Senhora da Visitaçãorelembra a visita da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel;Congregação das visitandinas;
Nossa Senhora da Vitóriarelembra que a Virgem Maria, vitoriosa, pode levar os cristãos à vitória em suas vidas. Em Portugal, foi introduzida a devoção por Dom João I, para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota;Famalicão; Padroeira da Arquidiocese deVitória da Conquista
Fonte: Wikipedia