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05 fevereiro 2013
22 maio 2012
Mensagem do Papa João Paulo II à "Fraternidade Católica de Comunidades e Associações da Aliança Carismática"
Queridos Amigos1. "A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós" (2 Cor 13, 13)!
Esta é a minha saudação aos participantes no VIII Encontro internacional da Catholic Fraternity of Charismatic Covenant Communities and Fellowships, que nestes dias se está a realizar em Roma. O início do vosso encontro coincidiu com um momento extremamente significativo para toda a Igreja, mas de maneira especial para a Renovação Carismática: a solenidade do Pentecostes neste ano que, na nossa preparação para o Grande Jubileu do Ano 2000, é consagrado ao Espírito Santo – um ano em que estais empenhados de maneira particularmente intensa.
Na Carta Encíclica Tertio millennio adveniente, escrevi: "Entra, pois, nos compromissos primários da preparação para o Jubileu a redescoberta da presença e acção do Espírito, que age na Igreja quer sacramentalmente, sobretudo mediante a Confirmação, quer através de múltiplos carismas, cargos e ministérios por Ele suscitados para o bem dela" (n. 45).
Sem dúvida, o vosso próprio carisma impele-vos a orientar a vossa vida rumo a uma especial "intimidade" com o Espírito Santo. Uma análise dos trinta anos da história da Renovação Carismática Católica demonstra que ajudastes muitas pessoas a redescobrir a presença e o poder do Espírito Santo na própria vida, na vida da Igreja e na vida do mundo – uma redescoberta que em muitas delas levou a uma fé em Cristo, repleta de alegria e entusiasmo, a um grande amor pela Igreja e a uma generosa dedicação à sua missão. Por conseguinte, neste ano especial uno-me a vós numa oração de louvor e ação de graças por estes preciosos frutos que Deus desejou fazer amadurecer nas vossas Comunidades e, através delas, na Igreja.
2. Num certo sentido, a vossa reunião constitui uma parte do grandioso encontro dos Movimentos eclesiais e das novas Comunidades, que se realizou na Praça de São Pedro no dia 30 de Maio, vigília de Pentecostes. Desejei e aguardei esse encontro com ansiedade – um encontro de «comum testemunho». E hoje devo dizer que me comovi profundamente pelo espírito de recolhimento e oração, pela atmosfera de júbilo e celebração no Senhor que caracterizou esse evento, verdadeira dádiva do Espírito Santo no ano que Lhe é dedicado. Tratou-se de um intenso momento de comunhão eclesial e de uma demonstração da unidade dos inumeráveis e diferentes carismas que distinguem os Movimentos e as novas Comunidades eclesiais. Bem sei que nele participaram muitos representantes das Comunidades da Renovação, provenientes de todos os quadrantes do mundo, e estou-vos grato por isso.
Desde o início mesmo do meu ministério como Sucessor de Pedro, considerei os Movimentos como um enorme recurso espiritual para a Igreja e a humanidade, um dom do Espírito Santo para o nosso tempo, um sinal de esperança para todos os povos. Da Praça de São Pedro, no dia 30 de Maio, foi transmitida uma importante mensagem, uma palavra poderosa que o Espírito quis anunciar não só aos Movimentos, mas à Igreja inteira. Os Movimentos desejaram testificar a sua comunhão com a Igreja e a sua completa dedicação à própria missão, sob a orientação dos seus Pastores. Quiseram reconfirmar o seu desejo de colocar os próprios carismas ao serviço da Igreja universal, das Igrejas particulares e das Comunidades paroquiais. Estou convicto de que esse inesquecível evento será uma fonte de rica inspiração para o vosso encontro.
3. No contexto da Renovação Carismática, a Fraternidade Católica tem uma missão específica, reconhecida pela Santa Sé. Uma das finalidades enunciadas nos vossos estatutos é a salvaguarda da identidade católica das Comunidades carismáticas e o encorajamento permanente das mesmas, a fim de que conservem um estreito vínculo com os Bispos e o Romano Pontífice. Auxiliar as pessoas a terem um vigoroso sentido da própria pertença à Igreja é especialmente importante em tempos como o nosso, quando abundam a confusão e o relativismo.
Pertenceis a um Movimento eclesial. Aqui, a palavra «eclesial» é mais do que meramente decorativa. Ela implica uma tarefa específica de formação cristã e inclui uma profunda convergência de fé e vida. A fé entusiasta que inspira as vossas Comunidades constitui um grande enriquecimento, mas não é suficiente. Deve ser acompanhada por uma formação cristã sólida, compreensiva e fiel ao Magistério da Igreja: uma formação assente numa vida de oração, na escuta da Palavra de Deus e na digna recepção dos Sacramentos, de forma especial da Reconciliação e da Eucaristia. Para amadurecermos na fé, devemos crescer no conhecimento das suas verdades. Se isto não se verificar, corre-se o risco da superficialidade, do subjetivismo extremo e da ilusão. O novo Catecismo da Igreja Católica deveria tornar-se para cada cristão – e, por conseguinte para cada Comunidade da Renovação – um constante ponto de referência. É imperativo que vos confirmeis perenemente à luz dos «critérios de eclesialidade», por mim delineados na Exortação Apostólica Christifideles laici (n. 30). Como membros de um Movimento eclesial, uma das vossas características distintivas deveria ser sentire cum Ecclesia, isto é, viver em filial obediência ao Magistério da Igreja, aos Pastores e ao Sucessor de Pedro, e com eles construir a comunhão do corpo inteiro.4. O lema do VIII Encontro internacional da Fraternidade Católica evoca as palavras de Cristo: «Vim para lançar fogo sobre a terra: e como gostaria que já estivesse aceso!» (Lc 12, 49). No contexto do Grande Jubileu de Jesus Cristo, Salvador do mundo, estas palavras ressoam com todo o seu vigor. O Filho de Deus feito homem trouxe-nos o fogo do amor e da verdade que salva. Na proximidade do novo Milênio, a Igreja escuta o chamamento, o apelo urgente do Mestre em ordem a um compromisso cada vez mais intenso na missão: «As espigas estão maduras [...] chegou o tempo da ceifa» (Mc 4, 29). Durante o vosso encontro, sem dúvida abordareis também este tema. Por conseguinte, deixai-vos guiar pelo Espírito Santo que é sempre o primeiro agente de evangelização e de missão.
Acompanho os vossos empreendimentos com as minhas orações, enquanto formulo sinceros votos por que este Encontro, que se realiza em circunstâncias repletas de significado, produza abundantes frutos espirituais para toda a Renovação Carismática católica. Oxalá constitua uma pedra angular no caminho da vossa preparação espiritual para o Grande Jubileu do Ano 2000! A todos vós, às vossas Comunidades e aos vossos entes queridos, concedo cordialmente a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 1 de Junho de 1998.
FONTE: www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/speeches/1998/june/documents/hf_jp-ii_spe_19980601_carismatici_po.html
03 fevereiro 2012
Conectai-vos no Senhor!!!
Hoje vamos falar sobre um tema muito interessante, que graças a ela, você está lendo esta publicação! Não, eu não estou falando das teclas do computador, nem as suas vistas...Vamos falar sobre a internet! É esta que de um tempo pra cá revolucionou o mundo, revolucionou a forma de pensar, de pesquisar, de se socializar, enfim. A Internet é um grande bem da humanidade que o ser humano criou.
Mãs, tudo o que o homem cria, pela sua natureza tem um lado bom e um lado ruim. Assim como as nossas ações. Podemos determinar se nossa vida será conecta no Senhor ou não. Basta um click, ou seja basta uma ação, e pronto. Aceitamos um vírus, pecamos. Essa analogia entre vida e computador está ficando interessante! Por isso, antes de ir aceitando qualquer arquivo, verifique se esse tal arquivo corresponde com a tua programação.(óo gostei demais!)
Nós somos programados para sermos felizar, somos programados para sermos adoradores!
Santo Agostinho vai dizer rezumidamente, que: Somente quando encontrei o Senhor é que pude repousar, que Deus deixou um lugarzinho no coração humano, que somente é compativel com os arquivos .Deus!
Que nenhuma outra sensação, nenhuma outra manifestação, nenhuma outra desilusão, nada pode nos preencher, nada pode nos saciar a não ser Deus. Nós vemos pessoas gastando tanto em pecado, gastando com festa, com prostituição, com drogas...Elas têm sede, e essa sede é de Deus, mas buscam no lugar errado! buscam e aprenderam a ter uma referência errada! Somente nós, que mudamos o nome do nosso usuário de SeuNome para SeuNome#SoudeDEUS!
Somente nós é que podemos levar a salvação, que vêm através de Cristo. Precisamos com nossas ações dar um Ctrl+S em tantas vidas, e só podemos fazer isso pelo Nome de Jesus, só sendo pessoas com um diferencial, pessoas que sabem ser felizes, que sabem que têm Cristo! E professar por meio de ações e jestos, zelos e aprendizado,que Cristo deu o maior Ctrl+S da Face da Terra da História da Humanidade!
Por isso meus caros, paremos de ficar querendo dar Crtl+Z em tudo, de ter uma vida Ctrl+V / Ctrl+C! vamos deixarmos ser inspirados pelo Espírito Santo, essa força que é eterna, que é a mesma de pentecostes, dos ossos resequidos, de adão...Mas não é velho, é novo! sempre novo!
Que possamos estar conectados em Cristo! Imagina um computador que não tem internet. Ele não serve pra muita coisa, ele fica limitado. Deste mesmo modo, precisamos conectar o nosso coração ao coração de Cristo. Antigamente existia a internet discada. Nós colocavamos o cabo de telefone na linha e discava, fazia uma barulheira danada! nem pra escrever aqui essa grotesca onomatopéia (se não sabe o que é isso, vá ao oráculo chamado google, ele responde tudo!). Hoje Deus nos chama a nos conectar a Ele, e que faça sim barulhos inefáveis! se abra ao novo, a uma janela para um mundo inteiro novo!
E não faça da internet uma Infernet. Que o Pe. Léo tanto falava, nós temos um repertório de conhecimento e fundamento enorme! é só buscar! Vaticano.com.va! Nós não precisamos ficar compartilhando as desgraças alheias, nem coisas horrosas, coisas fúteis e inúteis! Quem posta isso é por que não tem nada melhor pra oferecer ao mundo! Nós temos! Nós que somos Cristão Católicos Apostólicos Romanos Temos muito conteúdo pra publicar! Nós temos Cristo! Nós temos A Igreja! Nós temos os Santos! Nós temos os Sacramentos! Temos 2.000 anos de História! temos exemplos maravilhosos de Arquitetura! Temos frases e pensamentos de tantos santos: João Paulo II, Santa Catarina de Sena, Santo Agostinho, e por aí vai ( se fosse colocar o nome de tantos homens que fizeram da sua vida a vontade do coração de Deus, não iria caber no blog!). Nós temos MUITO!
O que me preocupa não é o barulho dos maus, mas sim o silêncio dos bons. ( Albert Einstein)
A Paz!
Mãs, tudo o que o homem cria, pela sua natureza tem um lado bom e um lado ruim. Assim como as nossas ações. Podemos determinar se nossa vida será conecta no Senhor ou não. Basta um click, ou seja basta uma ação, e pronto. Aceitamos um vírus, pecamos. Essa analogia entre vida e computador está ficando interessante! Por isso, antes de ir aceitando qualquer arquivo, verifique se esse tal arquivo corresponde com a tua programação.(óo gostei demais!)
Nós somos programados para sermos felizar, somos programados para sermos adoradores!
Santo Agostinho vai dizer rezumidamente, que: Somente quando encontrei o Senhor é que pude repousar, que Deus deixou um lugarzinho no coração humano, que somente é compativel com os arquivos .Deus!
Que nenhuma outra sensação, nenhuma outra manifestação, nenhuma outra desilusão, nada pode nos preencher, nada pode nos saciar a não ser Deus. Nós vemos pessoas gastando tanto em pecado, gastando com festa, com prostituição, com drogas...Elas têm sede, e essa sede é de Deus, mas buscam no lugar errado! buscam e aprenderam a ter uma referência errada! Somente nós, que mudamos o nome do nosso usuário de SeuNome para SeuNome#SoudeDEUS!
Somente nós é que podemos levar a salvação, que vêm através de Cristo. Precisamos com nossas ações dar um Ctrl+S em tantas vidas, e só podemos fazer isso pelo Nome de Jesus, só sendo pessoas com um diferencial, pessoas que sabem ser felizes, que sabem que têm Cristo! E professar por meio de ações e jestos, zelos e aprendizado,que Cristo deu o maior Ctrl+S da Face da Terra da História da Humanidade!
Por isso meus caros, paremos de ficar querendo dar Crtl+Z em tudo, de ter uma vida Ctrl+V / Ctrl+C! vamos deixarmos ser inspirados pelo Espírito Santo, essa força que é eterna, que é a mesma de pentecostes, dos ossos resequidos, de adão...Mas não é velho, é novo! sempre novo!
Que possamos estar conectados em Cristo! Imagina um computador que não tem internet. Ele não serve pra muita coisa, ele fica limitado. Deste mesmo modo, precisamos conectar o nosso coração ao coração de Cristo. Antigamente existia a internet discada. Nós colocavamos o cabo de telefone na linha e discava, fazia uma barulheira danada! nem pra escrever aqui essa grotesca onomatopéia (se não sabe o que é isso, vá ao oráculo chamado google, ele responde tudo!). Hoje Deus nos chama a nos conectar a Ele, e que faça sim barulhos inefáveis! se abra ao novo, a uma janela para um mundo inteiro novo!
E não faça da internet uma Infernet. Que o Pe. Léo tanto falava, nós temos um repertório de conhecimento e fundamento enorme! é só buscar! Vaticano.com.va! Nós não precisamos ficar compartilhando as desgraças alheias, nem coisas horrosas, coisas fúteis e inúteis! Quem posta isso é por que não tem nada melhor pra oferecer ao mundo! Nós temos! Nós que somos Cristão Católicos Apostólicos Romanos Temos muito conteúdo pra publicar! Nós temos Cristo! Nós temos A Igreja! Nós temos os Santos! Nós temos os Sacramentos! Temos 2.000 anos de História! temos exemplos maravilhosos de Arquitetura! Temos frases e pensamentos de tantos santos: João Paulo II, Santa Catarina de Sena, Santo Agostinho, e por aí vai ( se fosse colocar o nome de tantos homens que fizeram da sua vida a vontade do coração de Deus, não iria caber no blog!). Nós temos MUITO!
O que me preocupa não é o barulho dos maus, mas sim o silêncio dos bons. (
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01 janeiro 2012
Maria, Mãe de Deus? [SIM!]
A contemplação do mistério do nascimento do Salvador tem levado o povo cristão não só a dirigir-se à Virgem Santa como à Mãe de Jesus, mas também a reconhecê-la como Mãe de Deus. Essa verdade foi aprofundada e compreendida como pertencente ao patrimônio da fé da Igreja, já desde os primeiros séculos da era cristã, até ser solenemente proclamada pelo Concílio de Éfeso no ano 431.
Na primeira comunidade cristã, enquanto cresce entre os discípulos a consciência de que Jesus é o filho de Deus, resulta bem mais claro que Maria é a Theotokos, a Mãe de Deus. Trata-se de um título que não aparece explicitamente nos textos evangélicos, embora eles recordem “a Mãe de Jesus” e afirmem que ele é Deus (Jô. 20,28; cf. 05,18; 10,30.33). Em todo o caso, Maria é apresentada como Mãe do Emanuel, que significa Deus conosco (cf. mt. 01,22-23).
Já no século III, como se deduz de um antigo testemunho escrito, os cristãos do Egito dirigiam-se a Maria com esta oração: “Sob a vossa proteção procuramos refúgio, santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós, que estamos na prova, e livrai-nos de todo perigo, ó Virgem gloriosa e bendita” (Da Liturgia das Horas). Neste antigo testemunho a expressão Theotokos, “Mãe de Deus”, aparece pela primeira vez de forma explícita.
Na mitologia pagã, acontecia com freqüência que alguma deusa fosse apresentada como Mãe de um deus. Zeus, por exemplo, deus supremo, tinha por Mãe a deusa Reia. Esse contexto facilitou talvez, entre os cristãos, o uso do título “Theotokos”, “Mãe de Deus”, para a Mãe de Jesus. Contudo, é preciso notar que este título não existia, mas foi criado pelos cristãos, para exprimir uma fé que não tinha nada a ver com a mitologia pagã, a fé na concepção virginal, no seio de Maria, d’Aquele que desde sempre era o Verbo Eterno de Deus.
No século IV, o termo Theotokos é já de uso freqüente no Oriente e no Ocidente. A piedade e a teologia fazem referência, de modo cada vez mais freqüente, a esse termo, já entrado no patrimônio de fé da Igreja.
Compreende-se, por isso, o grande movimento de protesto, que se manifestou no século V, quando Nestório pôs em dúvida a legitimidade do título “Mãe de Deus”. Ele de fato, propenso a considerar Maria somente como Mãe do homem Jesus, afirmava que só era doutrinalmente correta a expressão “Mãe de Cristo”. Nestório era induzido a este erro pela sua dificuldade de admitir a unidade da pessoa de Cristo, e pela interpretação errônea da distinção entre as duas naturezas – divina e humana – presentes n’Ele.
O Concílio de Éfeso, no ano 431, condenou as suas teses e, afirmando a subsistência da natureza divina e da natureza humana na única pessoa do Filho, proclamou Maria Mãe de Deus.
As dificuldades e as objeções apresentadas por Nestório oferecem-nos agora a ocasião para algumas reflexões úteis, a fim de compreendermos e interpretarmos de modo correto esse título.
A expressão Theotokos, que literalmente significa “aquela que gerou Deus”, à primeira vista pode resultar surpreendente; suscita, com efeito, a questão sobre como é possível que uma criatura humana gere Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do Filho de Deus e não, ao contrário, à sua geração divina. O Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é-Lhe consubstancial. Nesta geração eterna Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi então concebido e dado à luz Maria.
Proclamando Maria “Mãe de Deus”, a Igreja quer, portanto, afirmar que Ela é a “Mãe do Verbo encarnado, que é Deus”. Por isso, a sua maternidade não se refere a toda a Trindade, mas unicamente à segunda Pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana.
A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é Mãe apenas do corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é a pessoa divina, é Mãe de Deus.
Ao proclamar Maria “Mãe de Deus”, a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do Filho e da Mãe. Esta união emerge já no Concílio de Éfeso; com a definição da maternidade divina de Maria, os Padres queriam evidenciar a sua fé a divindade de Cristo. Não obstante as objeções, antigas e recentes, acerca da oportunidade de atribuir este título a Maria, os cristãos de todos os tempos, interpretando corretamente o significado dessa maternidade, tornaram-no uma expressão privilegiada da sua fé na divindade de Cristo e do seu amor para com a Virgem.
Na Theotokos a Igreja, por um lado reconhece a garantia da realidade da Encarnação, porque – como afirma Santo Agostinho – “se a Mãe fosse fictícia seria fictícia também a carne... fictícia seriam as cicatrizes da ressurreição” (Tract. In Ev. loannis, 8,6-7). E, por outro, ela contempla com admiração e celebra com veneração a imensa grandeza conferida a Maria por Aquele que quis ser seu filho. A expressão “Mãe de Deus” remete ao Verbo de Deus que, na Encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título, à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré, proclama, também, a nobreza da mulher e sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a Encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento.
Seguindo o exemplo dos antigos cristãos do Egito, os fiéis entregam-se Àquela que, sendo Mãe de Deus, pôde obter do divino Filho as graças da libertação dos perigos e da salvação eterna.
Extraído do livro A virgem Maria
João Paulo II
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